É isso.

É difícil lidar com certas coisas…
Difícil lidar comigo mesmo às vezes.
Como saber quem sou se meus sentimentos mudam?
Como saber o que eu quero se a cada momento um desejo diferente surge?
Quem somos nós afinal?
O que é isso tudo?
Às vezes eu sinto que nada tem sentido. É isso que parece.
Mas e se a falta de sentido der sentido às coisas?
E se essa for a nossa diversão, nossa felicidade?
Como seria se tudo fosse compreensível?
Se tudo coubesse no seu lugar certo?
Mas a verdade é que nada pertence a lugar nenhum.
Nada complementa nada.
Estamos sozinhos, sempre estaremos.
Estamos sozinhos até mesmo de nós.
Somos partes vazias que às vezes se combinam em harmonia e que às vezes cismam em batalhar por propósitos diferentes.
Se nem nós mesmos somos um só, se nem nós mesmos fazemos sentido, como podemos esperar que o resto todo faça?
O que podemos esperar dos outros além do que nós mesmos podemos dar?
Ou até mesmo do que nós podemos esperar de nós mesmos.
O que você espera de si?
Se você mesmo se julga incapaz, como pedir capacidade dos outros?
Me entende?
Eu não entendo essa coisa chamada “viver”.
Eu não vivo, eu acho.
Eu não acho que seja possível.
Eu sinto, eu choro, eu rio, eu sofro e eu amo.
E eu faça isso tudo durante algo que resolveram chamar de “vida”.
Mas essa palavra, tão pequena, não seria nunca capaz de significar todas as coisas.
“Viver” parece pouco.
Viver parece pouco.
Viver é pouco.
Viver parece por obrigação…
Eu vivo… Sabe?
Não significa que eu sinto, eu só vivo…
Mas não é verdade.
Alguém me entende?
Mas não precisa…
Nem eu entendo.
É isso que eu quero dizer.

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The beating of my heart…

Meu coração está batendo de um jeito estranho… acelerado e desacelerado ao mesmo tempo. Eu quase posso sentir. É quase como se ele estivesse na minha mão, mas como se eu não pudesse controlar.
Ele bate com uma mistura de desespero, tristeza, solidão, e o pior, esperança.
Ah, a droga da esperança… Me pergunto se a batida seria diferente se ela não existisse.
Meus olhos se enchem de lágrima de novo. E eu, bobinha, achando que já tinha acabado.
Nada mais justo… Eu até passei um tempo sem conseguir chorar. Pois é, sem conseguir… Não que eu não quisesse, só não saía mais nada.
E eu ainda me pergunto… Pra quê?
De que serve chorar? De que serve pensar, afinal?
É tudo lembrança. Tudo é lembrança. Lembrança é tudo?
Ah, as perguntas… Ah, a falta de respostas.
Sinto falta da época que eu pensava saber de tudo.
Sinto falta de ser criança, sério.
Não tinha esperança, não tinha medo, não tinha nada… só ilusão.
Existe algo melhor do que isso? A ilusão…
Nossa vida inteira se baseia nela, mas é dela que todos tentam fugir…
Eu não tento fugir. Ao contrário, eu tento correr ao encontro dela.
Ter algo em que acreditar é único.
Será que importa mesmo o que é verdade e o que é mentira? Eu já nem sei mais.
Todos buscam a verdade, todos dizem acreditar na verdade.
Eu não acredito, ela não existe.
Tudo depende do referencial, não é?
O que é verdade pra um não é verdade pra outro, e nada vai mudar isso… não importa o quanto as pessoas se esforcem.
Tudo é mentira.

Teorias…

Eu tenho uma teoria sobre o mundo e sobre as mudanças…
Eu já li um texto sobre uma máquina de escrever (não sei onde coloquei o texto, quando achar posto aqui) que achei super interessante. Era mais ou menos assim: algum parente próximo de uma mulher havia morrido e deixado a casa pra ela. A mulher, então, foi até a casa com os filhos pra ver o que tinha, ver o que guardaria, venderia, etc. Enquanto a mãe arrumava as coisas, os filhos foram “explorar” e acabaram achando uma máquina de escrever, mas sem saber exatamente o que ela era. Ao contarem sobre o achado pra mãe, descreveram a velha máquina de escrever de um jeito muito entusiasmado, falando que era tipo um computador e uma impressora, mas que eram os dois em um só! Fantástico!
Pois, então… a minha teoria é que… daqui a muitos, muitos, muitos anos, as pessoas vão começar a descobrir as coisas mais antigas e vão ver como as coisas são boas e vão acabar trocando as coisas mais atuais pelas mais antigas: os iPads vão ser trocados por livros de papéis, porque cansam menos a vista, você pode ter o prazer de guardar, relembrar… os computadores e impressoras, por máquinas de escrever, as TVs vão ser trocadas por bolas e os videogames, por jogos de tabuleiro… E, quando isso acontecer, as coisas vão começar a retroceder… ou a avançar, na visão dos da época… e assim, quando tudo voltar a ser como era no início, vai de novo chegar um espertinho que vai criar a “tecnologia”… e assim por diante.
E eu acho que, de certa forma, é assim que acontece dentro das famílias… Bem, você cria seu filho de um jeito, do jeito quevocê considera ser o mais correto. No entanto, seu filho odeia o que você faz, seu jeito de agir… Então ele, quando for criar o filho dele, vai usar métodos completamente diferentes, que talvez os filhos dele não aprovem. Então, os filhos dele talvez já passem a usar o mesmo método que você usava… E assim vai indo.
A verdade é que nós, malditos seres humanos, nunca estamos satisfeitos com nada… A gente sempre quer mais e mais e mais, e sempre de um jeito diferente! Sempre tem que ser do jeito que a gente quer… Qualquer outro jeito é pura loucura! E por isso o mundo vai estar sempre mudando…

E o meu mundo? Até quando será que ele vai continuar mudando?